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Idam destaca produtores de cacau do rio Juruá pela premiação internacional de chocolate
Produzido com o cacau fornecido por 12 famílias do rio Juruá, o chocolate Caputo’s Wild Juruá recebeu prêmio de prestígio
Publicado em 26/01/2026 14:21
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Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do Estado do Amazonas (Idam) destaca o trabalho realizado por 12 famílias produtoras de cacau em Guajará (distante 1.476 quilômetros de Manaus), assistidas pelo Idam. O cacau produzido na região do rio Juruá passou a ter reconhecimento internacional, por meio do chocolate Caputo’s Wild Juruá, produzido pela chocolatier brasileira Luisa Abram, com o prêmio Gold no Sofi Awards 2026.

 

A premiação foi na cidade de San Diego (EUA), no dia 13 de janeiro. O prêmio, de grande destaque na categoria, representa uma vitória significativa para o cacau amazonense.

 

“Este chocolate é produzido de forma sustentável por 12 famílias extrativistas do rio Juruá, na comunidade Novo Horizonte. Os extrativistas participam diretamente da produção e comercialização de amêndoas de cacau nativo”, destacou o gerente da Unidade Local (UnLoc) Idam/Guajará, Izaquiel Oliveira.

 

Segundo Izaquiel, o chocolate é produzido utilizando cacau selvagem da Amazônia, sempre com um forte compromisso sustentável. Desde 2016, em colaboração com a ONG SOS Amazônia, iniciou-se o trabalho com o "Projeto Valores da Amazônia", que capacitou famílias ribeirinhas para a coleta e fermentação do cacau selvagem, criando uma fonte de renda alternativa ao extrativismo da borracha.

 

“O Idam realiza a classificação do cacau com um técnico registrado no Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), realizando a classificação das amêndoas de cacau e garantindo, assim, os documentos necessários e obrigatórios para o transporte. Também oferecemos orientações nas metodologias das boas práticas do extrativismo sustentável”, ressaltou o gerente.

 

 

Histórico de Assistência Técnica

O Idam tem atuado de forma contínua no apoio à cultura do cacau em Guajará, com destaque para a Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater) e o manejo adequado da cultura. Neste contexto, o instituto o atua como elo técnico entre o extrativismo tradicional do cacau e oportunidades de mercado, participando de forma proativa junto à agricultura familiar.

 

Como resultado, o cenário atual do cacau em Guajará é promissor e caracterizado por uma produção nativa/extrativista.

 

“O cacau que existe na região é principalmente nativo, coletado e manejado por famílias locais, com recentes transações que alcançaram preços recordes para o produto local, o mercado tem mostrado grande interesse pelo cacau amazônico de alta qualidade — tanto internamente quanto para exportação”, explicou Izaquiel.

 

Também se destaca o potencial sustentável: a cultura do cacau nativo em Guajará é vista como uma alternativa econômica que valoriza a floresta em pé, no plantio de áreas degradadas, e contribui para complementar a renda familiar, abrindo portas para mercados de chocolate premium e internacional.

 

Fotos: Divulgação/Idam

 

 

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