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Crianças e adolescentes em perigo na internet
Publicado em 24/07/2026 10:17
Novidades & Tecnologia

O perigo às crianças e jovens não reside apenas na exposição a crimes: o vício em jogos e o uso excessivo de redes sociais também comprometem a saúde mental, física e a segurança das crianças e adolescentes.

 

A pesquisa TIC Kids Online Brasil 2025, do Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação, revela que, pelo menos, 25 milhões de crianças e adolescentes utilizam regularmente a Internet no Brasil. O problema é que a elevada exposição de menores a conteúdos digitais contribui diretamente para a ocorrência de crimes cibernéticos contra crianças e adolescentes. É fato que o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), apesar das atualizações da legislação nas últimas décadas – com destaque para o ECA Digital -, não consegue conter o aumento na ocorrência de crimes digitais contra menores no País, conforme alerta a Defensoria Pública do Estado (DPE-AM).

 

O órgão cita dados do Canal Nacional de Denúncias de Crimes Cibernéticos, da SaferNet Brasil, e do Unicef Innocenti, para ilustrar a gravidade do problema. Mais de 64% dos crimes digitais registrados no primeiro semestre de 2025 estão relacionados a abusos direcionados a menores. A exploração sexual está entre as principais ocorrências, mas crimes como o cyberbullying, aliciamento e exposição a conteúdos impróprios também se destacam.

 

Além disso, o perigo às crianças e jovens não reside apenas na exposição a crimes: o vício em jogos e o uso excessivo de redes sociais também comprometem a saúde mental, física e a segurança das crianças e adolescentes.

 

A DPE recomenda acesso supervisionado, o que já é incentivado pelo ECA Digital – lei que determinou, a partir do ano passado, que contas de menores de 16 anos em plataformas digitais devem obrigatoriamente estar vinculadas ao perfil de um responsável legal. Infelizmente, é muito comum que os menores usem as contas de adultos – frequentemente dos próprios pais, e com anuência desses – para acessar qualquer tipo de conteúdo nas redes.

 

Atento aos alertas de especialistas sobre os riscos da exposição prolongada de menores às redes sociais, o Parlamento Francês aprovou no início da semana uma lei que proíbe o acesso de menores de 15 anos a tais plataformas. E essa tem sido uma tendência em diversos países. No Brasil, há uma forte onda de propostas proibicionistas com o objetivo de banir completamente o acesso de menores de 16 anos às redes sociais.

 

Há entre estudiosos quem prefira a prevenção: o diálogo entre famílias e crianças e o acompanhamento das atividades no ambiente virtual são citadas como medidas fundamentais para fortalecer a segurança digital dos menores, reforçando que não basta aos responsáveis orientar: é preciso acompanhar de perto.

 

(Foto: Agência Brasil)

Fonte: Acrítica

 

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